Marketing Promo Digital

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Raízes do Marketing

O mercado era realmente conduzido?

O surgimento do marketing e uma de suas variantes que chamamos de Marketing Promocional, remonta aos anos de 1940 aos EUA, quando teóricos ainda sem chamar como denominar, tentavam achar a forma mais eficientes de conduzir um negócio, uma marca, um produto, pressupondo sempre que o mercado é passível de ser conduzido, orientado….Porém nos anos 60, Peter Drucker, começa a disseminar nos EUA também, a ideia de que o Marketing é uma força extremamente poderosa que todos Administradores acadêmicos, bem como  os atuantes, deveriam levar em conta os princípios dessa nova ciência, o Marketing (também conhecido na época como Mercadologia  – a sabedoria de estudar o mercado).

No Brasil, lá pelos anos 70, eu colaborei em quatro grandes multinacionais com essa mentalidade Americana de Mercado, porém de setores distintos.

A primeira de todas, Laboratório Eli Lilly, cuja história vou contar hoje….o Lilly era um expoente da indústria farmacêutica onde a atividade de Marketing era desenvolvida de forma ainda muito nova, porém percebíamos que a Matriz nos EUA já passava diretrizes de algumas “formas” de Marketing principalmente no que tangia a um produto de consumo direto, o Merthiolate que precisava “conversar” com o consumidor, e isso era implementado e desenvolvido pelos Gerentes de Produto, que respondiam a uma recente Diretoria de Marketing em 1972 no Lilly, mas buscavam constantemente as orientações no staff da Matriz, por ainda estarem aprendendo a lidar com os pilares do Marketing.

Aqui no Lilly eu pude ver na prática, enquanto na Faculdades Integradas Alcântara Machado – FIAM precisávamos ler Kotler e fazer trabalhos para entender o que era o Marketing …que conceito americano era esse que chegava às nossas escolas de Comunicação Social?

Nessa década a tão famosa Escola de Propaganda do Museu de Arte de São Paulo (1951), mudava seu nome para Escola Superior de Propaganda e Marketing, agregando essa nova ciência ao ensino acadêmico,  palavra Marketing em 1971 abriu os olhos do Brasil para essa realidade.

No Lilly, trabalhávamos mais a Pesquisa de Campo no mercado, principalmente Nielsen, pois media-se o fato meses após ele ter ocorrido….mas era a ciência orientativa que existia na época, muitas vezes tarde demais para corrigir alguma curva de produto, marca ou serviço.

Nossos produtos populares eram o Merthiolate e a Glico Fita para mensurar o nível de açúcar no sangue. Os demais produtos eram de prescrição médica, impulsionados pelos Propagandistas.

Estudava-se muito o padrão e inovação em embalagens, o Gerente de Produto estabelecia sua linha de Comunicação para com os médicos e farmacêuticos, através de um material que chamávamos de Literatura Médica, o que na verdade era um belo folder que orientava o Propagandista quando se apresentava em suas visitas médicas no mercado.

Mas jamais era deixado de lado outro componente fundamental já dentro da visão Mercadológica – o brinde – onde o conceito de atrelar a marca a um objeto de preferência com “utilidade” ficava cada vez mais forte… o brinde era esperado por médicos, enfermeiras, como se fosse um belo presente, e os Laboratórios começavam a se esmerar para serem mais assertivos que seus concorrentes.

O Departamento de Treinamento de Vendas, do qual eu fazia parte, era responsável por treinar esse exército de Propagandistas, seja por Escola de Vendas, Seminários, Work-Shops e até Convenções.

Nosso recurso áudio-visual mais avançado na época era, montarmos um story-board do conteúdo, planejarmos as fotografias, fazer um copião para selecionarmos os melhores slides, revelarmos os slides de preferencia com moldura plástica para não engripar no carousel, gravarmos uma trilha sonora e locução em um estúdio profissional, e depois sincronizarmos (bipar) tudo com 2 a 24  Projetores de Slides Carrossel Kodak, sempre em número par, pilotados por um Dissolver que magicamente fazia com que as imagens se fundissem e tivéssemos uma linda apresentação motivadora, impactante, marcante, didática com uma sonorização potente da locução e trilha….enfim, era moderno demais!

Cada apresentação era um arsenal de materiais a serem montados, projetores, gravador de rolo, rack para os projetores, amplificador, equalizador, caixas acústicas, pedestais, cabos, projetor de filmes 16 mm, enfim eram uns 10 cases de bagagem (veja isso!)

Outro recurso que usamos na época para marcarmos as pessoas em nosso eventos eram filmes de 16 mm que geralmente eram americanos ou britânicos, dublados, ou legendados….trazidos ao Brasil pela Siamar, e era esse mundo maravilhoso do cinema, chegando ao mundo corporativo, e era determinante para promover a marca, o produto, o serviço em um evento!

O Marketing ainda que em nossas cabeças não entendíamos muito bem como funcionava, já ganhava seu espaço e nos deixava cada dia mais curiosos, motivados a descobrir os segredos, fórmulas e técnicas dessa ciência.

Você conhecia algum desses equipamentos acima? Comente que eu gostaria de saber…

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